Carlos Eduardo Cunha, mais conhecido por seus amigos e familiares como Duda, nasceu no Rio de Janeiro no dia 25 de outubro de 1972 e faleceu em Brasília no dia 3 de maio de 2012, aos trinta e nove anos de idade. Duda era portador de Distrofia Muscular tipo Duschenne e ultrapassou em muito a expectativa de vida das pessoas que apresentam esta enfermidade. Se vivesse apenas mais cinco meses completaria quarenta anos.

          Formado em Ciência do Meio Ambiente, com mestrado em Política Pública, Duda era muito ativo, criando sites e blogs onde ele dividia com os visitantes suas experiências, alegrias e tristezas. Ele adorava cachorros e tinha um labrador preto de nome Kanuk (kanuk é a forma como os canadenses são chamados, na gíria).

          Duda passou sua infância no Rio de Janeiro, onde desfrutou de inúmeros passeios à Praia de Cobacabana, ao Parque da Cidade e a São Conrado, onde ia ver os voos de asas deltas. Apesar de suas limitações, ele aproveitou a vida, desfrutando de bons momentos com seus amigos, fazendo tudo o que lhe era permitido.

          Carlos Eduardo morou nos Estados UNidos, quando buscava um tratamento e no Canadá, por vários anos, tendo muitas experiências para contar desta época, principalmente de sua residência no Canadá, país que ele adorou.

          Duda tem muitos interesses na área de meio-ambiente, incluíndo a Mata Atlântica, construções ecológicas, conservação de animais selvagens e reciclagem de materiais, portanto um rapaz maravilhoso, consciente dos seus deveres e preocupado com a sobrevivência da espécie humana.


O RECANTO DOS JUSTOS

Um campo verdejante, com muitas árvores frondosas,
onde sempre brincam pequenos animais e aves ruidosas;
por entre o verde vejo pequenas e singelas construções,
que parecem edificadas através de harmoniosas soluções.

No alto há nuvens suaves, do mais alvo e diáfano algodão,
sob um céu de cetim anil, que brilha por toda sua vastidão;
esta imagem celestial reflete-se em um lago imenso e calmo,
onde peixes dourados saltam em um espetáculo belo e almo.

Todo o extenso campo é adornado por delicados jardins,
formado por flores coloridas, especialmente rosas e jasmins;
as pessoas passam com expressões de paz e contentamento,
como se lhes bastassem desfrutar do lugar naquele momento.

Sinto não ter palavras para definí-lo com maior propriedade,
acrescento apenas que é o lugar onde se encontra a felicidade;
é como um lindo oásis, onde fixam suas espirituais residências
todos aqueles que foram dignos em suas terrenas existências.

Lupércio Mundim
Poesia dedicada a todos os meus familiares já falecidos



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